sábado, 30 de agosto de 2008

Veja quais são as áreas em alta para boas oportunidades



Confira as áreas que estão "em alta" no mercado de trabalho e quais são as mais requisitadas no vestibular - O Estado de S.Paulo

8 de junho de 2008 - A temporada dos vestibulares de meio de ano já está aberta e com ela surge a grande dúvida de quem vai ingressar num curso de graduação: que carreira seguir?

É claro que os fatores mais importantes a serem considerados nessa hora são as aptidões pessoais, a vocação, etc. Entretanto, também vale observar os movimentos do mercado para saber que áreas estão em alta e, de repente, tentar aliar suas habilidades com uma delas.

De acordo com análises e previsões de especialistas ouvidos pelo Estado, a habilidade com números pode render boas oportunidades, tanto no curto, quanto no médio prazo, principalmente se o candidato escolher aplicá-la em cursos de engenharia.

“Por muito tempo houve pouco investimento no setor e os profissionais acabaram sendo absorvidos pela área financeira”, diz Eline Kullock, presidente do Grupo Foco. “Agora, o mercado busca pessoas com essa formação para atuarem em suas áreas de origem.”

Esse crescimento de demanda por engenheiros deve-se ao momento que o País atravessa - com a aumento de investimentos em obras de infra-estrutura e a expansão do setor imobiliário - e valoriza os profissionais de engenharia civil, o que não acontecia anos atrás, segundo explica a coordenadora da DMRH, consultoria em recrutamento, Fabiana Nakazone.

De acordo com dados do Censo da Educação Superior, o Brasil forma, por ano, algo em torno de 6 mil profissionais com esse perfil, e como os que se formaram nessa área acabaram migrando para outros setores nos últimos anos, a quantidade de engenheiros civis disponível no mercado fica muito aquém da demanda.

APOSTA

Foi de olho nessas oportunidades que o estudante do primeiro semestre de Engenharia Civil da faculdade Anhembi Morumbi, Luiz Batista, 23 anos, optou pelo curso.

Ele conta que sempre teve habilidade com cálculo e que há algum tempo já havia decidido pela área. “Eu sabia que queria ser engenheiro. Só não sabia em qual área. Daí, pesquisando um pouco acabei vendo que a área civil está aquecida e demandando muita gente”, diz.

Segundo Batista, só no primeiro semestre deste ano ele já recebeu quatro propostas de trabalho. “Ainda não aceitei nenhuma porque acho muito prematuro e porque nenhuma atuava em áreas da construção pelas quais me interesso”, explica.

AGRICULTURA

Outra área “quente”, segundo apontaram as especialistas são as relacionadas ao setor agrícola e sucroalcooleiro. “O Brasil é um grande celeiro da área de alimentos e o setor da cana vai crescer muito, o que vai elevar a busca por mão-de-obra”, diz Eline, do Grupo Foco.

“O Brasil é imenso e ainda tem um forte potencial agrícola, o que se reverte em muitas possibilidades”, opina o estudante do primeiro ano de Agronomia (curso que forma por ano, segundo o censo do ensino superior, cerca de 7 mil profissionais), Brenno Fonseca, de 19 anos.

Fonseca conta que ainda não escolheu a área na qual irá atuar e que também não recebeu propostas de trabalho, mas diz que já viu muitas empresas virem buscar alunos que estão um pouco mais avançados no curso.

Fabiana da DMRH ainda destaca que as oportunidades nesses setores não estão direcionadas só para quem tem formação específica. “A área sucroalcooleira, principalmente, há alguns anos era pouco profissionalizada. Então, ainda existem muitas oportunidades para profissionais de outros setores de formação”, diz ela.

Além do segmento de construção e agrícola, outros também estarão em franco crescimento nos próximos anos, segundo os especialistas. Uma delas é a área de Relações com o Investidor. “O boom dos IPOs tem aumentado muito as oportunidades nessa área”, diz Eline.

De acordo com o diretor do curso de Relações Internacionais da ESPM, que aborda essa disciplina (atualmente não existe uma graduação específica no assunto), trata-se de uma atividade que pode acolher profissionais com formação de finanças, administração e marketing. “É uma função que exige muita habilidade em economia, finanças, modelagem de negócios, noções sobre fusões e aquisições, etc. Além disso, o domínio de línguas é também fundamental.”

SEM FORMAÇÃO

A área comercial e de vendas também promete estar em evidência nos próximos anos, na visão de Fabiana. “Não há formação específica para vendedor. Em geral, esse setor é amplamenta dominado pelos formados em administração. Mas qualquer profissional que seja de uma área técnica pode ter boas chances”.

Transparência e motivação

Pesquisa indica que reter informações é o fator que mais incomoda os executivos

A falta de transparência das informações é um dos fatores que mais abalam a motivação dos executivos e pode levá-los a mudar de empresa, mesmo quando considera seu salário satisfatório. Essa é a principal conclusão da pesquisa, divulgada com exclusividade para este jornal, realizada pela DM Recursos Humanos, consultoria especializada em executive search, para avaliar o que mais satisfaz e o que mais desagrada os executivos nas organizações.

Dos 2.314 participantes - presidentes, diretores e gerentes de todas as regiões do País, com idade de 30 a 45 anos e de ambos os sexos - 48% indicaram que a falta de transparência e de informações são a principal causa de insatisfação com a organização na qual atuam. A questão aparece em primeiro lugar, à frente das condições de desenvolvimento de carreira, indicada como o segundo principal fator de insatisfação, seguida pela remuneração. Em quarto lugar, incomodando quase tanto quanto o salário ruim, aparece a falta de respeito com as pessoas.

"Já mudei de emprego por causa da falta de transparência da chefia", conta um diretor de uma empresa do setor de Tecnologia da Informação (TI). "Mesmo que você perceba que não tem espaço para desenvolver sua carreira numa companhia, pode lidar com esse problema com mais tempo e tranqüilidade. Não é tão traumático quanto administrar a falta de transparência de um chefe", explica.

Além disso, ele lembra que, muitas vezes, o desenvolvimento da carreira na empresa não depende só das pessoas, mas também do mercado no qual ela atua e de questões macroeconômicas. "Mas a troca de informações depende diretamente de pessoas. E pessoas dificilmente mudam, por isso não há alternativa senão procurar outro lugar para trabalhar", comenta. "Quem retém o que sabe, geralmente centraliza as informações como uma maneira de manter o poder", diz.

O diretor da empresa de TI afirma que gosta de acompanhar todos os projetos e mantém as portas abertas para que a equipe sinta-se à vontade em perguntar qualquer coisa. "Mesmo que eu não possa responder por se tratar de informações estratégicas e sigilosas, digo, ao menos, que é algo que não posso falar naquele momento."

Ele diz acreditar ser necessário adotar a postura de transparência em todos os níveis, começando pela Presidência. "Não adianta apenas que eu crie um clima de confiança na equipe se na minha relação com a direção-geral não houver o mesmo sentimento", conclui.

Os que mais sofrem com a falta de transparência e informações, de acordo com a pesquisa da DM Recursos Humanos, são os gerentes. Entre os que indicaram essa questão como algo que os incomoda, 68% eram gerentes. "Acredito que se a companhia tiver uma cultura geral de transparência seja mais difícil que um executivo com perfil centralizador consiga se manter nessa estrutura", afirma a gerente de uma indústria química.

Ela conta que, por ter seguido carreira em uma organização na qual a transparência é bastante valorizada viveu essa situação apenas uma vez. "Tive dificuldades de obter informações com uma supervisão específica. Mas o problema foi sentido por outras lideranças também e o profissional acabou se desligando da companhia", lembra.

Para outro diretor de uma empresa que fabrica smart cards, a retenção de algumas informações faz parte do jogo de poder. "Quando isso acontece trato a situação com naturalidade porque entendo que não competia a mim saber de determinadas coisas." Ele considera, no entanto, que caso não tenha tomado conhecimento de algo importante para o desenvolvimento de seu trabalho, deve conversar sobre isso com seu superior. "Nesse momento, o que vale é a sensibilidade do profissional para avaliar se a justificativa para não ter dividido certas informações com você é realmente plausível e tem a ver com a necessidade de sigilo estratégico ou se está ligada à vontade de centralizar poder mesmo", aconselha.

O executivo acredita que a falta de transparência sempre vai marcar o mundo corporativo. "As empresas são feitas por pessoas motivadas por poder, dinheiro e status", justifica. Por isso mesmo, ele próprio diz se policiar para não cometer o erro de reter informações como forma de proteger seu poder.

"Há pouco tempo tive que fazer uma reestruturação na área e duas pessoas sentiram-se traídas por não terem sido comunicadas. Quando fui questionado, expliquei que se contasse paralisaria o trabalho deles e geraria um pânico no grupo. Dormi tranqüilo porque considero ter tomado a decisão mais acertada", conclui.

De fato, não informar só funciona como uma estratégia para evitar pânico. Se o executivo pensa em guardar seu conhecimento como maneira de ganhar poder diante de sua equipe, seus planos, inevitavelmente, irão por água abaixo. "O controle é uma ficção. As pessoas sempre percebem quando algo está sendo escondido", afirma Mariá Pugliese, diretora executiva da Lens&Minarelli, especializada em aconselhamento de carreira. "E a sensação de estar sendo enganada gera insegurança, impede qualquer relação de confiança e faz com que o funcionário não dê o melhor de si nem para o chefe, nem para empresa."

Mas se há quem não repasse informações para proteger seu status, há também quem não saiba mesmo dar feedback e tenha até medo de dizer coisas desagradáveis. Não é à toa que a maioria dos executivos demitidos não concordam com as razões pelas quais são desligados da empresa. "O superior não pode falar sobre as causas reais porque já deixou de conversar sobre isso anteriormente com o profissional, em um momento no qual ainda poderia ter tido chance de corrigir-se", explica Mariá.

Ela lembra ainda que a estrutura das organizações não tem facilitado a comunicação entre os profissionais. "As relações estão cada vez mais frias e distantes. Como um profissional vai se sentir à vontade para perguntar como anda seu trabalho se não houver o mínimo de intimidade?", comenta. Mariá cita como exemplo a situação comum de executivos que se reportam para pessoas que atuam fora do País e com os quais mantêm uma relação virtual, por vídeo conferência ou e-mail.

Seja qual for a razão que leve um profissional a não ser transparente, vale a reflexão sobre como ele tem lidado com isso em sua vida pessoal. "Dar feedback é importante sempre. Não apenas na avaliação de desempenho", reforça Mariá. Como em casa não tem avaliação a cada seis meses, como será que anda o nível de confiança de sua família em você?

sexta-feira, 22 de agosto de 2008



Você é resiliente ?
Eu sou e você ?


Segundo a física, resiliente significa: a propriedade de alguns materiais em acumular energia, quando exigidos e estressados, e voltar ao seu estado original sem deformação.
Na psicologia, o conceito destaca-se exatamente pela capacidade da pessoa dar a volta por cima das situações de risco e voltar TRANSFORMADO para melhor, crescendo com a experiência.
A pessoa resiliente é aquela que consegue SUPERAR, (superar é muito mais que eliminar as adversidades).
É importante aprender a reajustar e reagir de forma inteligente às pressões pressentir e antecipar acontecimentos.
A capacidade de responder de forma mais consistente aos desafios, de reagir com flexibilidade e capacidade de recuperação diante de circunstâncias desfavoráveis, obtendo uma vida mais otimista, positiva e perseverante mantendo o equilíbrio durante e após os embates.

Características de uma pessoa resiliente:

Autoconfiante = acreditam em si e naquilo que são capazes de realizar;
Gostam e aceitam mudanças = encaram as situações de estresses como desafios;
Pouco ansioso = extrovertido e aberto a experiências; Auto-estima positiva; Tem inteligência emocional positiva e diferenciada da maioria; Mantém clareza nas relações; Mantém a calma e o foco diante de situações adversas.

Todas as pessoas têm pontos positivos (os quais devem ser maximizados) e pontos negativos (que devem ser minimizados).

Quando você desenvolve sua resiliência, desencadeia-se as seguintes reações:

Melhor preparação para lidar com pressões;
Fornece meios de reduzir pressões desnecessárias;
Desenvolve a capacidade de flexibilidade sem perder o objetivo;
Respeita opiniões adversas.

Pessoas resilientes desenvolvem uma capacidade enorme de improviso conseguindo reverter situações onde os recursos são escassos.
O Humor acompanhado de sorriso provoca no ser humano a endorfina, um componente que nosso corpo produz que é muito mais eficaz que morfina para aliviar a dor.

Maneiras para se construir resiliência:

Estreite os laços afetivos – pessoas resilientes tem ótima relação com amigos e famílias. Saber onde buscar ajuda e saber ajudar quem precisa auxilia a desenvolver essa competência. Participar de reuniões religiosas auxiliam a melhorar esse ponto.
Evite encarar as crises como problemas sem solução – não se pode evitar os problemas, mas podemos interpreta-los de forma diferente.
Persiga seus objetivos – faça planos e metas que o ajudem a alcançar seus sonhos.
Tome decisões práticas – não fique parado diante dos problemas eles não se resolvem da noite para o dia sem sua interferência.
Aproveite as oportunidades de auto-conhecimento – conheça melhor a você mesmo e perceba que muitas pessoas melhoram de vida depois de tragédias. O mundo melhorou muito depois da revolução industrial, depois das guerras.
Tenha uma visão positiva de si mesmo – confie na sua capacidade
Tenha foco no amanhã – mesmo estando passando por problema difícil desenvolva projetos para o futuro.
Tenha esperança – visualize o que você quer mais do que aquilo que você teme.
Cuide-se – preste atenção em seus sentimentos e necessidades. Procure fazer algumas atividades prazerosa para manter o corpo e mente sã.

Você é quem decide a forma como pretende viver seus próximos dias. O mundo não vai parar porque você não deseja mudar seus conceitos.

Como vencer o terror da entrevista




É impossível deixar de ficar tenso na conversa cara a cara. Conheça estratégias para ficar mais seguro na hora de se vender para uma vaga



A entrevista é, sim, o momento mais importante e decisivo no processo de contratação. Para conseguir uma posição em qualquer empresa deste planeta, você terá de enfrentar pelo menos uma entrevista. Hoje em dia, um candidato passa, em média, por três ao pleitear um cargo. E será que você está pronto para enfrentar os desafios típicos dessa situação? Infelizmente, as empresas também acham que a maioria dos candidatos não está. O principal problema: chegar para a entrevista com o script pronto, decoradinho.

Lição fundamental: não queira ser na entrevista o que você não é de fato. Depois de alguns meses você pode perceber que não tem nada a ver com a empresa. E aí suas chances de crescimento profissional são mínimas. Você simplesmente trava sua carreira. Mais: não invente respostas quando você não sabe o que dizer. Numa dessas escorregadas, o candidato perde a vaga na hora. É melhor assumir que não sabe a resposta. Para conseguir a combinação de espontaneidade e argumentação bem fundamentada ? indispensável para uma entrevista bem sucedida ?, é preciso se preparar muito. A seguir, apresentamos um roteiro que irá ajudá-lo nessa empreitada.

ANTES

Lição de casa:
faça uma pesquisa completa sobre a empresa

· Há quanto tempo ela está no mercado? Quais os produtos?
· Como é sua reputação entre os concorrentes?
· Ela é lucrativa?
· Levante todos os números possíveis:
· Faturamento
· Lucro
· Previsão de crescimento
· Quais os valores e a missão da organização?
· Lembre-se: Os melhores dados geralmente vêm de pessoas que conhecem os detalhes da companhia (funcionários, ex-funcionários e clientes)
Revise e estude cuidadosamente seu currículo
· Esteja pronto para explicar cada movimento e conquista que realizou ao longo da carreira
· Use números e exemplos

Fique atento às exigências típicas que variam de acordo com o tipo de empresa em que você está pleiteando uma vaga:

· Setor financeiro: esteja preparado para fazer cálculos e resolver problemas que envolvem raciocínio.
· Área de consultoria: certamente o entrevistador lhe apresentará casos de empresas.
· Empresas de varejo: esteja preparado para falar sobre produtos, estratégia de vendas e importância do consumidor.

Não se deixe intimidar pelo entrevistador

· Independentemente do setor, há ainda as entrevistas que testam seu grau de estresse. Nesse caso, mais do que ouvir, o recrutador vai testar sua reação diante de situações-limite. Normalmente, ele já começa disparando observações sarcásticas e até agressivas. Nessa hora, o jogo de cintura é seu melhor aliado.

Entrevista na hora do almoço? Fique de olho em seus hábitos sociais!

· Não peça pratos difíceis de comer
· Não escolha o prato mais caro do menu
· Evite bebidas alcoólicas

Entrevistador na linha: o que fazer quando a conversa é por telefone

· Reserve uma sala tranqüila para receber a ligação
· Escreva antecipadamente alguns pontos importantes que gostaria de discutir e mantenha as anotações em mãos durante a conversa
· Seu objetivo é conseguir agendar a entrevista pessoalmente

Durante a preparação, aposte em algumas perguntas típicas e outras imprevisíveis

· O que você pode fazer por esta empresa?
· Onde você se vê em cinco anos?
· Conte-me uma situação em que você falhou em sua carreira.
· Está faltando luz de manhã. Você sabe que tem 12 meias pretas e 8 azuis. Quantas meias precisa tirar da gaveta para ter um par perfeito?
· Qual a sua expectativa de salário?
Não se esqueça de que você também está lá para avaliar se a empresa é o lugar certo para você. Por isso...

Prepare uma lista de perguntas que possam ajudá-lo a conhecer melhor a companhia:

· Como é um dia típico de trabalho nessa empresa?
· Quais responsabilidades terei nesse cargo?
· A quem vou me reportar?
· Qual o tamanho da equipe da qual farei parte?
· Qual o estilo de gerenciamento da empresa?
· Como o(a) senhor(a) vê a empresa em cinco anos?

O DIA D

· Não dê vexame. Saiba o nome e cargo do entrevistador, o local, a data e o horário da entrevista.
· Vista-se adequadamente para a ocasião. Procure conhecer o perfil da empresa antes, e use essa informação na hora de escolher roupa, sapato e acessórios.
· Evite perfumes fortes.
· Confirme se a roupa está limpa.
· Para as mulheres: evitem saias curtas demais, decotes cavados e tecidos transparentes. Nada de maquiagem pesada.
· Para os homens: nada de paletó amarrotado, pastas ou sapatos surrados. Verifique se as unhas estão aparadas e limpas. A barba deve estar feita.
· Administre bem seu tempo. Tente chegar 10 minutos antes da hora marcada.
· Leve cópias do currículo, anotações feitas durante a preparação sobre suas competências e objetivos, papel e caneta.

Chegou a hora!

· Não esqueça que você pode ser avaliado desde o momento em que pisa na empresa. Portanto, trate bem a secretária e os assessores e fique atento. Qualquer nova informação pode ser preciosa nessa hora.
· Pense que a entrevista é o seu primeiro dia de trabalho
· Sua atitude deve ser a de quem está ali para discutir um projeto, e não a de quem está mendigando um trabalho
· Tente manter sua autoconfiança
· Reflita bem antes de responder. Não se precipite, mas também não enrole
· Jamais fale mal do seu ex-chefe ou da empresa em que trabalhou
· Não tenha receio de mostrar sentimentos de insatisfação ou raiva

Escape das armadilhas

· Se o entrevistador faz uma pergunta que você não tem idéia da resposta?

"Fale-me sobre o modelo Value at Risk de avaliação de risco", dispara o entrevistador. Que fria! Você não sabe a resposta. Mas conhece um outro modelo. Então, siga em frente. Diga: "Conheço pouco o Value at Risk para fazer uma análise mais profunda, mas conheço esse outro método, que acredito ser extremamente eficiente". Ninguém espera que você seja uma enciclopédia ambulante, mas que saiba defender suas idéias.
· Se o recrutador chama você pelo nome errado?

Faça uma correção na hora. Educadamente diga que você é fulano e não sicrano e continue a conversa. Se o entrevistador continuar a errar, então diga: "Sei que o senhor conversa com muitos candidatos. Gostaria de checar se está com o meu currículo em mãos. Sou fulano de tal, formado pela universidade XYZ""

· Se o telefone celular toca durante a entrevista?

Desligue imediatamente. Peça desculpas. Aliás, o correto é entrar na sala com o celular desligado.
· Se você chegar atrasado?

Para essa, não tem desculpa. O melhor a fazer é ligar para o entrevistador com antecedência, explicar o problema e pedir desculpas. Se o atraso for ultrapassar 15 minutos, esteja disponível para remarcar a entrevista.

· Se o entrevistador fala algo que você sabe que é incorreto?

Se for um erro que você pode contradizer com números e dados, faça-o delicadamente. Ele pode estar testando você. Repita a frase com a correção, sem destacar que o entrevistador está errado.
· Se você comete uma gafe estúpida (como a de dizer no final de uma entrevista com o diretor da Pepsi que você sempre quis trabalhar na Coca-Cola)?
Corrija a gafe rapidamente. Deixe claro seu compromisso com a empresa. E não tente justificar o equívoco dizendo que se confundiu porque teve ontem uma entrevista com o pessoal da Coca-Cola. O remendo pode ser ainda pior.

· Se você derrubar café na roupa?

Tente conduzir a situação com bom humor. Pergunte onde ficam as toalhas de papel e peça licença para ir buscá-las. Não fique esperando alguém consertar a confusão que arrumou. Deixe claro que a entrevista é mais importante que o imprevisto.

DEPOIS

· Volte para casa e analise a entrevista. Verifique o que funcionou e o que não deu certo e como poderia melhorar na próxima ocasião
· Envie uma carta de agradecimento à empresa no máximo 48 horas após a entrevista
· Se você não tiver notícia nenhuma após duas semanas, ligue para o recrutador e verifique se ele precisa de mais algum dado sobre você

Você sabia?

De acordo com dados da Society for Industrial and Organizational Psychologists, entidade americana de psicólogos ligados ao trabalho, as entrevistas têm apenas 65% de eficiência no julgamento das competências e da capacidade de liderança dos candidatos.