sexta-feira, 19 de março de 2010

O plano de carreira bem elaborado












Especialista explica como conduzir sua trajetória de sucesso em sua carreira profissional.

O ponto de partida de uma trajetória profissional de sucesso é a elaboração de um bom e eficiente plano de carreira. Traçar metas, perceber qualidades pessoais e defeitos, além de trabalhar com a hipótese de mudanças, principalmente na atual conjuntura econômica, são algumas das primeiras coisas a se pensar.

Os planos de carreira, ao contrário do que se acredita, não devem ser elaborados apenas pelos iniciantes no mercado, mas por qualquer profissional que deseja aprimorar-se ainda mais. A volta aos primeiros projetos representa uma preocupação saudável e, além disso, é um modo de avaliar o seu desempenho para então decidir o que fazer.

Analisando detalhadamente cada um dos itens já colocados, separarei por tópicos suas devidas explicações, a fim de fazer com que fique mais claro.

Conhecer-se
Aqui não basta apenas reconhecer suas qualidades, mas, principalmente, suas limitações.
Dessa forma, avalie seus valores, defeitos, conhecimentos, interesses, características profissionais e pense num modo de potencializá-los. No caso de fatores negativos, como impaciência e ansiedade, é preciso entender porque eles estão presentes e procurar controlar esses fatores.
Dessa forma, indico o trabalho de auto-conhecimento, que é fundamental para que o bom profissional saiba claramente para onde, e até onde, pode ir. O desenvolvimento pleno somente será possível para aqueles que souberem trabalhar seus pontos fortes e fracos.

Traçar metas
Crie, planeje, pense e repense suas metas e ambições. Desenhe seu plano de carreira de forma com que ele possa proporcionar a você uma ascensão profissional.
Acredito que nesta fase de elaboração de etapas, o profissional deva enxergar longe. Com um objetivo já pré-estabelecido, fica mais fácil não desanimar diante de possíveis obstáculos. Mire os seus sonhos e procure os meios para realizá-los.

Ficar atento às mudanças
Este é, sem dúvidas, o ponto que merece mais atenção hoje. Se antes da crise mundial já era esperado da pessoa a elaboração de um plano de carreira que contasse com o inesperado, agora, saber lidar com as mudanças abruptas chega a ser uma questão de sobrevivência. Mesmo com objetivos estabelecidos, o profissional deve preparar-se psicologicamente para um obstáculo a mais ou uma rota inesperada.
Esteja certo de que você viverá diversas mudanças de paradigma no decorrer de sua carreira, portanto celebre e aproveite essas mudanças para se destacar, ao invés de tentar resistir a elas. Características como flexibilidade, para conseguir adaptar-se a ambientes diversos, e espírito empreendedor, que dá uma visão do todo, são fundamentais para um bom profissional se destacar em sua carreira.

Quais profissionais estão em alta?












Aqueles que conseguem se adaptar a diversos cenários terão o seu espaço, mesmo em momento de escassez de vagas.

O bom profissional é aquele que, entre outras características, consegue se adaptar a diversos cenários, turbulentos ou não. Desta forma, terá seu espaço garantido mesmo em momentos de crise. Afinal, que organização não quer em seu quadro de funcionários alguém ágil, competente e que agregue conhecimento e valor à sua empresa? Contudo, uma questão se faz presente: neste ano, haverá, sim, profissões em alta e outras em baixa.

Os períodos de crise exigem, talvez mais do que em qualquer outro, criatividade para fazer com que as empresas consigam ter bons resultados. Controle para que as despesas não gerem desperdícios e inteligência para que se perceba qual é a melhor forma de aplicar o lucro são apenas dois exemplos de ações essenciais no cenário econômico atual.

Assim, as profissões ligadas à área de custos serão de extrema relevância para as empresas. O controller, por exemplo, é o tipo de colaborador que as organizações procurarão este ano, pois ele tem como função desenvolver, planejar e criar possibilidades para a ligação entre a contabilidade e as outras áreas financeiras da companhia. Seu trabalho também deve ser pautado por transparência e visão de negócio.

Em contrapartida, alguns especialistas defendem a continuidade do investimento maciço em propaganda em épocas de crise, mas a verdade é que muitas empresas não terão outra alternativa a não ser cortar investimentos destinados a áreas importantes, como marketing e publicidade.

Outro fator interessante a ser notado é que já existe um aumento no número de vagas seniores. Ao que tudo indica, o mercado está em busca de profissionais experientes e com boa bagagem. Além disso, qualidades como calma e jogo de cintura serão fundamentais para enfrentar os problemas que a crise econômica mundial acarretará em um momento não muito distante. Digo isso baseado em dados concretos apurados nos serviços de seleção e recrutamento on-line que mostram um crescimento na busca por profissionais nas áreas de Finanças, Administração, Contábil, Fiscal e de Risco.

A partir deste cenário, deixo como sugestão o seguinte: dê o seu melhor e vista de fato a camisa de sua empresa. Mesmo que você não trabalhe diretamente com o setor financeiro, procure meios de enxugar o orçamento, antes que alguém da contabilidade peça para que você o faça. Aproveite a oportunidade para se destacar e fazer a diferença, ou seja, ser de fato um bom profissional.

Pesquisa aponta carreiras do futuro












Veja quais são as tendências em empreendedorismo para o ano de 2020.

O Profuturo (Programa de Estudos do Futuro), da FIA (Fundação de Instituto de Administração), anuncia os resultados da pesquisa Delphi “Carreiras do Futuro”, cujo objetivo foi identificar as carreiras mais promissoras e onde estarão as oportunidades de negócios para empreendedores considerando o horizonte até 2020. De acordo com os especialistas consultados, a ênfase crescente na inovação, a busca por qualidade de vida e a preocupação com o meio ambiente estarão entre os fatores mais relevantes no delineamento das carreiras mais promissoras.

Os negócios potenciais estarão no setor de Serviços, em áreas como Saúde e Qualidade de Vida, Turismo e Lazer, Alimentação, Serviços para a Terceira Idade e Consultorias Especializadas – como Sustentabilidade, Desenvolvimento de Carreira, Consultoria Pessoal e Planejamento Financeiro.

Assim, é vislumbrado um futuro no qual ganharão força profissionais como Gerentes de Eco-Relações, Chiefs Innovation Officer e Bioinformationists, de acordo com o Quadro de Carreiras:

As 6 Carreiras emergentes mais promissoras até 2020:

1 - Gerente de Eco-Relações: Profissional que irá se comunicar e trabalhar com consumidores, grupos ambientais e agências governamentais para desenvolver e maximizar programas ecológicos.

2 - Chief Innovation Officer: Interagirá com os funcionários em diferentes áreas da organização para pesquisar, projetar e aplicar inovações.

3 - Gerente de Marketing e-Commerce: Gerencia o desenvolvimento e implementação de estratégias de web sites para vender produtos e serviços.

4 - Conselheiros de Aposentadoria: Profissionais responsáveis por ajudar a planejar a aposentadoria.

5 - Coordenador de Desenvolvimento da Força de Trabalho e Educação Continuada: responsável por gerenciar programas para ajudar funcionários qualificados a atingir níveis avançados em suas áreas de especialização.

6 - Bioinformationists: Cientistas que trabalharão com informação genética, servindo como uma ponte para cientistas que trabalham com o desenvolvimento de medicamentos e técnicas clínicas.

Inovação
Para 38% dos entrevistados, a inovação será um fator cada vez mais crítico para a competitividade das empresas, colocando ênfase no desenvolvimento tecnológico, na educação continuada e na busca por novos conhecimentos. Haverá maior consciência quanto à manutenção da capacidade produtiva e intelectual das pessoas, ampliando a longevidade profissional e, portanto, estendendo o período de formação. Isto promoverá soluções em educação para outras faixas etárias.
As áreas de Biotecnologia, Nanotecnologia, Saúde e Medicina serão especialmente promissoras. A tecnologia exigirá, cada vez mais, profissionais capacitados para transformar novidades em negócios e aplicações rentáveis.

Qualidade de vida
Já para 26% dos respondentes, as pessoas buscarão mais qualidade de vida, demandando serviços que facilitem as suas vidas e tragam comodidade. O crescimento da Internet, com maior acesso e mais pessoas fazendo compras e pesquisas pela rede, deve alavancar os serviços na web. A empresa que deseja permanecer no mercado terá cada vez mais que desenvolver site, SAC e atendimento on-line eficientes.

Sustentabilidade
Para 18% dos participantes, o conceito de sustentabilidade ganhará força, justificando a atuação de profissionais nas áreas ambientais. Haverá pressão pela busca de alternativas de baixo impacto ambiental, seja na fase de desenvolvimento, produção/processo ou mesmo na fase de descarte ou na redução da poluição resultante.
“Essas tendências não atuarão de forma isolada e sim interdependente. Isto significa que a ação de uma pode ter efeito sobre as outras”, destaca o Prof. James Wright.

Empreendedorismo
Há uma expectativa geral de aumento da participação das atividades empreendedoras no mercado profissional, onde há uma projeção de aumento da Taxa de Atividade Empreendedora (TAE) no país, que poderá chegar a 17% da população economicamente ativa – contra uma média de 12,8% observada entre 2001 e 2007. Para 54% dos respondentes, as relações de trabalho sofrerão alterações significativas, justificando o aumento da TAE. Haverá uma diminuição dos postos de trabalho formais, implicando que muitos profissionais terão que criar seu próprio emprego. Novas formas de venda das habilidades individuais surgirão e estarão cada vez mais direcionadas às formas autônomas.

As seguintes tendências também foram apontadas para justificar as projeções:
Melhoria da Educação e Ênfase na Formação de Empreendedores: a melhora da educação e dos índices sociais resultará em uma tendência de aumento da atividade empreendedora no Brasil. Até 2020, haverá um número maior de profissionais com ensino superior no Brasil. Empresas, universidades e cursos de MBA enfatizam a necessidade de empreender, preparando profissionais e aguçando os talentos.

Motivações pessoais: uma série de motivações relacionadas diretamente aos indivíduos foi apontada na pesquisa, dentre elas: busca por satisfação pessoal e independência, aumento da renda familiar e procura por alternativa de trabalho após a aposentadoria.

No entanto, foi identificada relação de dependência entre a Taxa de Atividade Empreendedora que pode se retrair em função da taxa de juros, acesso ao capital de risco e a redução nos entraves legais e tributários.

Seja CEO da sua carreira














O mundo corporativo vive um cenário novo, repleto de mudanças rápidas e cargos que exigem muito dos profissionais. Por isso, o jovem inicia sua carreira com o olhar direcionado para os altos cargos. Dentre eles, o posto de CEO (Chief Executive Officer ou, em português, Diretor Executivo) é o mais desejado. Ao contrário do que muitos pensam as competências e talentos necessários para ocupar um cargo como esses podem ser executados em qualquer etapa da carreira. Na verdade, quanto mais cedo se põe em prática, mais chances o jovem terá de realizar o sonho de um dia assumir a liderança de uma empresa.

Na verdade, poucos sabem o que faz um CEO e alguns até se questionam se ele é uma espécie de “Super Homem” dentro das organizações. Será que é? A resposta é simples: não. Esse profissional é reconhecido por sua capacidade de realização e transformação. Suas competências fazem com que ele consiga trazer melhores resultados para a empresa, tanto no que diz respeito aos lucros como à produtividade. Sua figura inspira os demais membros a trabalharem melhor e alcançarem suas metas de forma concreta e objetiva.

Acredito que antes de atingir esse cargo, o primeiro passo a ser dado é assumir a direção da própria vida, tanto profissional quanto pessoal. O que isso quer dizer? Precisamos assumir a responsabilidade das nossas ações, bem sucedidas ou não, dos nossos acertos e erros; aprender a tomar decisões e sustentá-las. Outras habilidades que precisam ser desenvolvidas para que se alcance o sucesso profissional são as capacidades de liderar e estabelecer metas ambiciosas, porém alcançáveis, para que não se crie frustrações desnecessárias.

Do outro lado do processo, ou seja, para quem já chegou ao cargo de CEO, é imprescindível que se mantenha o espírito jovem somado à voz da maturidade. Assim, esse profissional poderá transformar, aprender e inovar com mais facilidade e consistência. Estudos comprovam que as mudanças que demoravam anos para se concretizar durante as décadas de 80 e 90, hoje acontecem em três e cinco dias.

Dentre as competências mais importantes para um executivo que deseja obter sucesso no mercado, em ordem de importância, segundo uma pesquisa realizada pela PriceWaterHouseCoopers, estão: flexibilidade para mudanças, liderança, capacidade de desenvolver pessoas, espírito colaborativo, criatividade, inovação e, por último, visão a longo prazo para antecipar e administrar os riscos para a empresa.

É importante que o jovem fique atento para não colocar o objetivo de se tornar um CEO em primeiro foco para sua carreira, nem com um fim, mas encarar esse fato como uma conseqüência de suas realizações ao longo do tempo. Estar no topo significa que mais responsabilidades serão assumidas, por isso, volto a dizer que é melhor começar pelas responsabilidades da própria carreira.

Algumas ações podem ajudá-lo a ser o CEO do futuro, como:

Priorizar atividades que geram resultados – Não perca tempo com atividades que não tragam bons resultados. Conte com o planejamento estratégico para alcançar níveis de excelência ao longo do seu dia-a-dia;

Buscar responsabilidades e assumí-las – Sabe aquele projeto importante que o seu chefe está para começar? Prepare-se e esteja à disposição para colaborar. Para que você possa ser visto, muitas vezes é preciso se expor. Não espere, crie suas próprias oportunidades e lembre-se: quem não é visto não é lembrado;

Inovar e criar – Não realize suas tarefas de maneira automática, ou seja, pense sempre no que pode ser melhorado. Inovação é algo que toda empresa busca e, se você fizer isso também, há grandes chances de criar algo que faça a diferença para sua organização;

Aprender a cada instante – Aproveite todas as oportunidades para aprender algo novo. Acredite que não existem erros e acertos, apenas resultados. A partir deste pensamento, idealize maneiras de aprender com os resultados e ir à busca das suas metas;

Investir em você – Estude, trabalhe seu desenvolvimento pessoal e busque atividades que realmente lhe dão prazer e geram mais impacto positivo nos seus resultados. Para crescer na empresa é preciso crescer internamente, como indivíduo.

Conviver com profissionais experientes, estudar seus comportamentos, a forma como pensam, agem e superam desafios, a maneira de se comunicar com o restante da equipe, e as estratégias que usam para lidar com as crises pode contribuir significativamente para o jovem “comprimir décadas em dias”. Com isso é possível aprender em pouquíssimo tempo o que seu modelo demorou a aprender em uma vida. Mas, não adianta conhecer e saber o que eles fazem e como fazem se nada for colocado em prática. Por isso, não se esqueça: o segredo está em entrar em ação para descobrir qual será o seu real caminho.

Gestão dos ciclos na vida profissional





Conheça os movimentos que mais se repetem em nossa vida profissional e as conseqüências da boa ou má gestão de cada um deles.


Fazemos parte da natureza e é ela a maior prova de que a vida tem o seu equilíbrio organizado por ciclos, como por exemplo: o nascer do sol anuncia um novo dia e seu pôr prenuncia a chegada da noite; a primavera se manifesta após o inverno e, no seu final, introduz o verão, que por sua vez, se despede trazendo o outono; dormir se faz necessário para repor energias e estar acordado é condição para fazer, realizar, construir, etc.
Na vida humana, você pode estar começando num novo emprego, terminando uma relação, comprando uma casa, trocando de cidade, negociando um aumento, iniciando um curso de música, voltando a freqüentar a academia. No entanto, quantos de nós procrastinamos nossas decisões, “deixando” para outro dia ou para um outro tempo que nunca chega e, com isso, passamos a conviver com vários ciclos “em aberto”, os quais acabam contribuindo negativamente nos vários contextos de nossa vida.
Por isso, destaco a importância de nos posicionarmos e vivermos a vida como se ela fosse formada de ciclos, sobre a necessidade de encerrarmos cada ciclo a fim de nos liberarmos para assumir novas responsabilidades, criar novos projetos e “espantar os fantasmas”.

Para aqueles que estão iniciando a carreira
A grande maioria dos jovens inicia sua carreira com toda a energia e disposição. Porém, passados alguns anos, observa-se um profissional desmotivado, sem iniciativa e com perspectivas futuras inteiramente limitadas.
Isso ocorre por uma série de razões. Entretanto, além de saber que alguns ciclos precisam ser encerrados para que outros possam ser iniciados, uma das principais causas é a falta de visão dos ciclos necessários para seu desenvolvimento.
Portanto, para aqueles que estão em inicio de carreira, recomendamos um “planejamento de ciclos”: a estruturação de como se pretende construir sua carreira ao longo dos anos. Para tanto, é preciso projetar e estabelecer metas (com prazos) até onde se quer chegar e os meios necessários.
Jamais se esqueça de que o medo pode ser um dos maiores obstáculos para o encerramento de um ciclo.

Para aqueles que estão no meio da carreira, porém com falta de perspectivas de crescimento
Tenho certeza de que você, caro leitor, sabe do que estou falando, pois se já não viveu essa situação, conhece alguém que se encontra nesse estágio.
Quantos são os profissionais que, após alguns anos, conquistaram alguns degraus na pirâmide organizacional e simplesmente estagnaram? Por que isso ocorre? O que fizeram para mudar essa situação?
Se você conversar com qualquer um desses profissionais, provavelmente escutará uma das seguintes frases: “a empresa não dá oportunidade para o pessoal antigo”; “meu chefe só vê qualidades no fulano e beltrano”; “tenho problemas de relacionamento com meu superior”; “não sei mais o que fazer para ser promovido”, e assim por diante.
Será tudo isso realidade? Ou será que esses profissionais também não conseguem enxergar os ciclos que compõem sua carreira?
Para estes, nossa recomendação é fazer uma “revisão dos ciclos” e planejar os “novos ciclos” necessários para uma retomada do desenvolvimento profissional.
Lembre-se que, além do medo, a acomodação pode ser o principal adversário de seu progresso!

Para aqueles que estão no meio de uma carreira ascensional
Os profissionais que se encontram nessa situação sentem-se competentes, confiantes, prestigiados e com a certeza de que as novas conquistas serão conseqüência natural de seu sucesso.
Para os profissionais que se encontram nesse momento de suas carreiras, nossa recomendação é fazer uma “reflexão dos ciclos passados” e a forma como cada um deles foi concluído, extrair os melhores ensinamentos e projetar os “novos ciclos”, ainda com maior consistência.
Portanto, cuidado! Com uma carreira vitoriosa até aqui, certamente o medo não marcou presença em sua trajetória, porém não se esqueça que, se de um lado a confiança é uma das principais qualidades dos profissionais vitoriosos, o seu excesso poderá criar uma “cortina” que impedirá a visão realista dos ciclos atuais e futuros de seu desenvolvimento.

Para aqueles que estão na fase final de suas carreiras
Pode parecer não haver sentido em abordar esse grupo, afinal, a carreira já está chegando ao fim e agora não há mais nada a fazer. Ledo engano, pois para a grande maioria, esse momento talvez venha a ser o mais difícil de toda carreira e, possivelmente, seja o ciclo que apresente o maior grau de complexidade para fechamento ou encerramento.
Independentemente se você foi um profissional de grandes conquistas ou não, lembre-se, em primeiro lugar, que o encerramento de uma carreira deve representar apenas o final de um dos ciclos da vida e assim como o nascer do sol anuncia um novo dia, a perspectiva do final da carreira deve ser o incentivo para a formulação de um (ou vários) ciclo que contemple aspectos que possam trazer bem estar, prazer, realização e crescimento interior.
Para quem se encontra nesse estágio da vida profissional, torna-se essencial formular ciclos que privilegiem a família, a sociedade (representada pelos seres humanos mais carentes), a saúde e a espiritualidade.
Lembre-se que a vida ainda poderá trazer muitas compensações e alegrias, as quais só terão algum sentido quando forem decorrentes de atitudes pessoais que buscaram a felicidade dos outros.

A principal conseqüência da má gestão dos ciclos na vida profissional
Todos sabemos que o stress representa uma das principais ocorrências dentro das organizações e estima-se que 70% dos brasileiros sofrem as suas conseqüências. Desse total, estima-se também que 30% sofrem da Síndrome de Burnout.
A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional)”.
A não gestão atenciosa e cuidadosa dos ciclos da vida profissional, pode conduzir a pessoa a um estado de exaustão prolongada e conseqüente diminuição do interesse em relação a todas as coisas que se relacionam ao trabalho, caracterizando assim a tal síndrome.
Na medida em que os ciclos profissionais não são fechados, crescem os problemas de relacionamento com as chefias e demais colegas, cai o desempenho e o grau de cooperação com a equipe e aumentam os conflitos internos (até mesmo em relação a situações consideradas simples).
No contraponto de tais considerações, na medida em que os ciclos da vida profissional são bem geridos, aumenta-se o grau de resiliência, ou seja, a capacidade do ser humano de enfrentar as pressões e adversidades no ambiente de trabalho sem ser acometido pelo stress ou se tornar vítima da síndrome de burnout.
Acredito que as pessoas que conseguem desenvolver uma boa gestão dos ciclos da vida profissional se fortalecem e “acumulam energia” que as ajudam a resolver os problemas e superar as barreiras e dificuldades com naturalidade.
Apesar de concordar que ser resiliente é uma questão de atitude, tenho certeza que se você gerir competentemente os ciclos de sua vida profissional, encerrando-os no tempo certo ou quando as circunstâncias impuserem, ajudar-lhe-ão a fortalecer seu grau de resiliência.

Finalmente, é possível perceber quando um ciclo profissional chega ao fim: “Você para de aprender, sente que sua influência sobre as decisões está diminuindo e as relações estão se desgatando”. Se chegou esse momento, é melhor iniciar o planejamento da mudança do que ser aniquilado por ela.

Torço para que você esteja gerindo com muita competência todos os ciclos de sua vida!